26 de abril de 2013

 
Há tempos engulo a seco
O gosto amargo
Do que eu pressinto.

Há tempos
Estendo em varais
Os trapos da úmida sensibilidade.

Há tempos chovo
Depois de seca
As lágrimas da infelicidade -

Minha chuva alimenta
O chão árido que sustenta
As árvores secas
Que não frutificam.

Há quem chova,
Há quem se molhe
Há quem escorra
Enquant'outro morre.
(Rebeca dos Anjos)

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