30 de janeiro de 2013

 É o fato de não te merecer que me joga pra longe de você...
Nunca estive ao seu lado, mas permaneci com você todos os dias...
Nunca te abracei nos momentos difíceis, mas chorei suas lágrimas...
E essa ausência de corpos não é suficiente para afastar minha alma da sua...
(Silvana Oliveira)
E quando você vem visitar meus sonhos
saio à noite para te procurar nas estrelas, pois é...
a lua ainda me deixa triste...
 
(Silvana Oliveira)

10 de janeiro de 2013


E só de pensar no teu nome já fico com meu coração assim, feito louco, parecendo querer saltar pela boca.
Você me assusta...
"O que dói em você, pouco me importa. Eu não cavei teus abismos de mim.
Fui teu abrigo, teu barco
e lua cheia iluminando caminho.
Você escureceu nosso afeto,
você minou nosso rio.
Pra eu ficar, só precisava do seu toque agasalho
você me deu esse punhado de frio."
(Marla de Queiroz)
 
"Não caminhe na minha frente, porque talvez eu não possa segui-lo. Não caminhe atrás de mim porque talvez eu não possa guiá-lo. Caminhe ao meu lado e seremos amigos."

(Albert Camus em: Nietzsche para estressados, de Allan Percy)
 
"Deixa eu te dar a mão
Vamos sair, por aí,
Ver estrelas e sorrir..."

(Catedral)

9 de janeiro de 2013

 
'
 Luzes vão te guiar para casa
E incendiar seus ossos                                                                                                                                                                  E eu vou tentar consertar você'
(Coldplay)
                                                   

7 de janeiro de 2013

"Pode parecer promessa,
mas eu sinto que você é a pessoa
Mais parecida comigo que eu conheço
Só que do lado do avesso.
Pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão
De ter você na minha,
Mas acho que com você eu me esqueço
E em seguida eu aconteço
Por isso eu deixo aqui meu endereço
Se você me procurar eu apareço
Se você me encontrar
Te reconheço..."

(Alice Ruiz e Ceumar)
 Tudo é questão de acreditar que há o olhar de Deus sobre todas as coisas
e isso, faz toda a diferença
(Vanessa Leonardi)

Existem pessoas que se encaixam tão leve na nossa vida que, suspeito que elas sempre estiveram ali.
(Vanessa Leonardi)
 Se eu tivesse dedos de fada,
Bordaria estrelas no jardim...
Que fossem macias e estofadas,
Para que, descalço, você andasse sobre elas,
Como quem pisa em canteiros de cetim.
(Flora Figueiredo)

Falo de antes como quem aprendeu
Vejo o futuro nos olhos teus
Digo para mim:
“voce foi o melhor que me aconteceu”
(Clara Cardoso)
 
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.

A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.

Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?

A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.

Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.

(Arthur da Távola)
Deitada na grama, o céu empoeirado de estrelas. Passei o dedo e - curioso - algumas vieram grudadas na ponta. Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança.
(Rita Apoena)
 
 Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
(Nietzsche)

4 de janeiro de 2013


"Nós não temos a verdade. Nós só podemos dar palpites..."(Rubem Alves)
 
(...) eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada.
Só olhando e pensando meu Deus, como você me dói vez em quando.
 
(Caio)

2 de janeiro de 2013

 
“Ainda é você quem arranca risos das minhas lágrimas e me faz caminhar grandes distâncias sem destino. Ainda é você quem leva partes de mim sem que eu me dê conta do que se passa. O mais bonito de tudo, por assim dizer, é que eu espero que siga sendo você a fazer tudo isso e muito mais” (Camila Costa)
 
Que não nos falte vontade de doar sorrisos sinceros. Que não nos falte vontade de inaugurar primaveras interiores. Que não nos falte vontade de querer as coisas simples. Que não nos falte vontade de (re)começar. Que não nos falte vontade de buscar sempre pela paz. Que não nos falte vontade de estar sempre conectados com Deus. Que não nos falte vontade de amar.
(Aline Teles)