20 de setembro de 2013


De você não guardei lembranças, só saudade...
Por vezes tento me lembrar das conversas, dos pedidos,  
mas o que restou foram as sensações  e, de todas elas, o seu abraço é a que eu nunca esqueci...






"(...) poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir embora daqui?" Perguntou Alice.
"Depende bastante de para onde quer ir", respondeu o gato.
"Não importa muito para onde", disse Alice.
"Então não importa que caminho tome", disse o gato.
(...)
"Contanto que eu chegue a algum lugar", Alice acrescentou à guisa da explicação.
"Oh! Isso você certamente vai conseguir, afirmou o gato, "desde que ande bastante."





Ah, como eu queria que o vento levasse nossas asperezas, nossos ruídos, nossas palavras duras. E que nosso coração não empilhasse uma mágoa em cima da outra. E que a gente cicatrizasse rápido. E que as cicatrizes se transformem em marcas bonitas.

(Clarissa Corrêa)

18 de setembro de 2013


Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.

(Osho)



Ps: Me adentrando ao mar...

11 de setembro de 2013



 Ah, não estar parado nem a andar,
Não estar deitado nem de pé,
Nem acordado nem a dormir,
Nem aqui nem noutro ponto qualquer,
Resolver a equação desta inquietação prolixa,
Saber onde estar para poder estar em toda parte,
Saber onde deitar-me para estar passeando por todas as ruas,
Saber onde, (...)

(Álvaro Campos; Passagem das horas.)