18 de março de 2015



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta. 
Hoje não a lastimo. 
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
braços, que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.

_Drummond

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